1° reaçao: ataque de riso
2° reaçao: chorando de tanto rir
3° reaçao: preciso reblogar mano
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Hoje, recebi o resultado de um diagnóstico ao qual fui submetida a fazer, um diagnóstico que duvidei de primeira que seria útil a ser feito. Inútil, foi o que eu pensei quando recebi a notícia de que poderia ser grave, de que eu poderia estar mesmo “doente” e que a cura era inválida e nem mesmo processo de recuperação eu seria imposta a fazer. Mais um problema que teriam enviado à minha fútil vida, ao meu idiota coração. O “positivo” veio torto e mal interpretado em minha mente. Estava lá, escrito com letras grandes e claro demais para não ser visto e escuro demais para minha mente conseguir entender, mesmo estando tão invisível em meus olhos mas completamente certo e visível aos olhos de quem me via. Veio as curvas e a dor logo em seguida. A dor de saber que essa “coisa” contagiosa infiltrou-se em mim, que essa “coisa” maliciosa, não passa de mais um parasita aproveitando do bom coração de uma garota inocente. Inocente e burra demais para não ter encarado a realidade de frente, de corpo e alma… Se é que minha alma estava presente quando os sintomas vieram à tona. […] Começou bem simples, claro, a adoração veio de primeira cara e na roda dura, como até mesmo o sorriso idiota e curvo que meus lábios teimaram em soltar. Não, estes não são os únicos sintomas de mais uma doença inútil e não levada a sério, e eu não era a única, eu sabia, que haveria mais pessoas burras o bastante para caírem nessa cilada. Como pude me descuidar tanto ao ponto de pegar uma doença? Como pude ser tão imatura a não reparar esses malditos sintomas antes que tudo se expandisse? Como pude não declarar estar infiltrada por uma camada de adoração quando tudo apareceu repentinamente? E saber que essa doença não tem cura, não tem remédio melhor do que doses e mais doses de algo que faça esquecer, não é a única coisa que me abala. O que me faria sair dessa? O que me deixaria livre de algo que já está claríssimo em minhas pernas, minhas mãos e em meu coração? Sim, estas pernas sempre ficam trêmulas a ponto de se despejarem em mais uma pedra pontuda e mal vista desse caminho, as mãos são mais um alvo dessa repentina curiosidade que meu coração desejou procurar e ir atrás, ela vive suando e sempre que pode, pula correndo para o bolso mais próxima sendo o da calça ou o do moletom, e, o coração… Este anda cansado de tanto estar em disparada, de tanto viver em disparada, é na escola, na hora de dormir, na hora de ler, de almoçar e de comer um lanche. É na hora do recreio, na hora da merenda, até mesmo na hora dos sonhos mal comportados e interpretados que eu ando tendo. “Se é que minha alma estava presente quando os sintomas vieram à tona.” se é que eu ainda tinha um corpo quando eu percebi isso não logo de cara. Essa coisa contagiosa, deveria ficar bem longe de mim… Essa coisa contagiosa que é conhecido muito mais como “amor”. Gabriela, Brandur-a.

“Eu esqueci você”. Essa é com certeza maior mentira que um dia diremos pra alguém. Sabe por que? Sentimentos não morrem ou são esquecidos, eles apenas se transformam em outros sentimentos. O tempo tem sim o poder de mudar o nosso foco, mas ele não apaga uma história. Muito menos as lembranças. Ele apenas te mostra que você é forte o suficiente pra continuar mesmo com tudo isso acontecendo aí dentro. Aí, então, outras coisas acontecem. O amor torna a indiferença impossível. Quero dizer, as pessoas que você realmente um dia se importou, nunca serão indiferentes. Cada uma delas despertará uma sensação única quando você por exemplo, encontrá-las por acaso na rua. Vai queimar, sufocar, arder e às vezes, tudo isso ao mesmo tempo. O que vai mudar é que quando acontecer, você saberá sem sombra de dúvida o que realmente bom pra você. Sabe, já ouvi relatos de pessoas que tentaram deletar suas próprias lembranças. Aos poucos, elas foram se deletando também. As lágrimas importam tanto quanto os sorrisos. Você é tudo aquilo que viveu até esse exato momento. E o que em maior parte te fez evoluir, foram as porradas e tombos que a vida te deu. Que te fizeram passar dias na cama sem vontade de dormir ou comer. Que te fizeram pensar em tudo aquilo aconteceu milhares de vezes. Que te fizeram admitir ou desistir. Que te fizeram transformar. “Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.” - Victória (poetadrogada)